Master of none
Jack of all trades
Olá doentes, tudo bem?
Aos 47 anos, quase 48, inventei de fazer um mestrado. Duas coisas motivaram essa empreitada:
1. Uma aposentadoria melhor
2. Altay de Souza
A primeira é auto-explicativa.
A segunda é o Altay de Souza, um psicologo (que nem parece psicologo) que ministra um curso de estatística aplicada a psicobiologia no Youtube e que na primeira aula do curso diz:
- Então você que tá aí pensando ‘ah será que eu faço carreira acadêmica e tal’, minha hipótese nula é: não faça. Se você tá em dúvida, não faz!
Como é que pode, né? Mas veja só…
Na primeira aula eu tomo um *buft* na cara. Ele apresenta alí suas ideias bem particulares sobre ciência, educação e tecnologia.
Segundo ele nossa educação é apenas a "aquisição de competências" para formar um ator social. E a tecnologia é a aplicação direta do método cientifico para produzir soluções práticas.
A educação (muito menos a tecnologia) não tem nenhuma pretensão de te transformar, torna-lo uma pessoa melhor.
Já a ciência seria o uso do método cientifico por um agente que se auto-observa. Conforme a ciência dele progride o agente muda (com aquilo que faz).
A partir do meu ponto de vista a nossa educação médica é apenas a formação de um ator social, um médico, que usa tecnologia para resolver problemas. Nossa educação médica não é cientifica, mesmo que tenha essa pretensão. Porque não exige que quem a estuda se transforme nessa jornada.
Talvez por isso, aos quase 48 anos, eu tenha me matriculado nesse mestrado: não apenas por uma aposentadoria melhor, mas por um desejo tardio (e talvez ingênuo) de me transformar — de verdade — com aquilo que estudo.
Vai dar certo? Sei lá!
Mas se é para seguir adiante, que seja com alguma angústia fértil, como diz Altay, e não apenas com a ilusão de que um diploma na parede resolve algo ou qualquer coisa.
Um abraço a todos e até a próxima!
Aqui eu ensino coisas, aqui eu faço graça (e também ensino coisas)








Mestre Adlai, o senhor é 10!